Oratória: o que é e por que você precisa dela para sobreviver?

Você já deve ter escutado a palavra “oratória” milhares de vezes, mas é muito provável que jamais tenha parado para pensar no que ela realmente significa. Afinal, o que é oratória? De uma forma bem simples, é a arte de falar em público para atingir um determinado objetivo. Na prática, podemos definir oratória como as habilidades que diferenciam um discurso comum de um inesquecível.

Por isso, façamos a primeira reflexão: não basta somente falar bem em público, mas é preciso atingir uma intenção prévia. Ou seja, de todas essas ponderações iniciais, é possível concluir que só falar não basta, é preciso ir além. Vou te explicar! Falar com eloquência é falar com desenvoltura, demonstrando conhecimento e domínio do tema abordado. Na prática, oratória é a soma de três aspectos: linguagem corporal, linguagem verbal e uma mensagem bem estruturada.

Dito isso, há uma série de possíveis objetivos que podem ser atingidos através da oratória: educar, informar, motivar, entreter, comunicar, entre outros. A questão principal é a seguinte: se, independentemente do motivo escolhido, ao final da sua fala, seu objetivo não for atingido, isso significa que a sua oratória precisa ser melhorada urgentemente.

O tripé da oratória – Corpo, Fala e Mensagem

O primeiro tópico do tripé da oratória é a linguagem corporal. Ao contrário do que muitos acreditam, não basta sair gesticulando e balançando o corpo para lá e para cá para falar com uma boa linguagem corporal. Para isso, é preciso prestar atenção no jeito de olhar, na forma como você movimenta sua mão, como você caminha e o espaço que você ocupa no momento da fala: o modo como seu corpo se expressa diz muito sobre você – e seu público irá perceber isso, ainda que de forma inconsciente.

Em segundo lugar, temos a linguagem verbal, que nada mais é do que a fala em si. Uma boa fala precisa de excelente entonação, ritmo, ênfase e, obviamente, uma boa dicção. É preciso que suas palavras fluam e tenham dinâmica. Pense no seu discurso como uma trilha sonora de um filme: há momentos de calmaria, de suspense, de agitação, o clímax e o final feliz. Tudo isso depende do modo como você utiliza as palavras.

Por fim, a mensagem. Esse é o ponto principal do seu discurso. Sim, é possível que alguém com uma excelente oratória consiga enrolar uma multidão por horas sem falar absolutamente nada relevante, mas esse não é o ponto aqui. Imagino que, se você está lendo isto, é porque quer chegar a algum lugar, expor melhor suas ideias, convencer mais clientes, conseguir aquela tão sonhada promoção. É por isso que você precisa prestar muita atenção à mensagem que deseja passar.

Para transmitir uma boa mensagem, é fundamental que suas ideias estejam bem organizadas. Por isso é importante que, antes de iniciar a fala, você tenha toda a estrutura em sua cabeça (ou, ainda, em um pedaço de papel à sua frente). Não estou falando que é preciso decorar palavra por palavra o seu texto, mas, no mínimo, saber a ordem dos tópicos que serão abordados e pensar em uma forma de conectá-los, deixando sua mensagem transparecer de forma coerente e coesa.

Pare e pense comigo. Quando você vai assistir a uma palestra, a uma aula ou mesmo a um vídeo no YouTube, o que te chama atenção? Assim como eu, você certamente já percebeu que é muito mais prazeroso e fácil de prestar atenção quando a pessoa fala com entusiasmo, com empolgação, demonstrando ter paixão pelo assunto abordado. É isso que te faz querer continuar assistindo e escutando o que ela tem a ouvir. Para entender melhor isso, é só lembrar daquela sua professora de matemática da sexta série e de como era “empolgante” ficar dois tempos seguidos escutando ela falar sobre fórmula de báskara e a importância do cosseno. Nada legal, certo? Não havia empolgação, faltava entusiasmo, o que, por sua vez, te fazia perder toda a atenção.

Ter entusiasmo significa transmitir sentimento com a fala e, com isso, você aumenta seu poder de convencimento e se torna agradável de ouvir, conseguindo prender a atenção de seu público. Não se engane ao pensar que alguém nasce com uma boa oratória. Há uma série de técnicas para isso. Basta encontrar o método certo e dedicar ao estudo e treino da oratória.

Por que você precisa de uma boa oratória?

Você deve estar pensando “ok, eu entendi, mas eu não quero dar palestras ou me tornar um Youtuber famoso. Então por que eu preciso estudar oratória?”. Como disse o poeta inglês John Donne, “nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte de um continente”. Por isso, interagir com outras pessoas faz parte da nossa rotina e, consequentemente, é um lado essencial da nossa vida profissional.

Vou te dar um exemplo. Em uma entrevista de emprego, quando o recrutador te pergunta sobre você, o que você responde? Vai dizer somente que se formou na faculdade tal no ano 2000, que fez especialização não sei onde e trabalhou não sei com quem? Ok, essas informações são importantes, mas uma boa empresa vai se preocupar não só com sua formação, mas também com suas características mais íntimas, com sua personalidade, com sua capacidade de interagir e de se relacionar com outras pessoas. Por isso, eles também querem saber se você possui entusiasmo, dedicação, se é responsável, comprometido, quais tipos de experiência de vida você já teve. A entrevista de emprego é um momento perfeito para ilustrar o porquê da relevância em ter uma oratória, mas os exemplos não param por aí.

Imagine um outro cenário. Você trabalha em uma boa empresa a um tempo considerável, todo mundo te respeita e sabe que você é sério e comprometido. Você tem consciência disso e, por isso, deseja muito aquela tão sonhada promoção e finalmente passar a ser chamado de “chefe”. Nesse ponto, você deve parar e se perguntar “como está a minha oratória?”. Não entendeu a relação? Eu explico. Um bom líder deve ter, sem sombra de dúvidas, uma capacidade de gerenciar pessoas, de liderar, transmitir confiança, saber mandar e motivar as pessoas com quem irá trabalhar. Ou seja, se você realmente deseja ser chefe, está na hora de começar a se dedicar mais à sua oratória.

O que te diferencia dos grandes oradores? É mais simples do que você imagina. Eles possuem técnicas diferenciadas que os fazem iniciar e terminar uma fala mostrando à audiência exatamente onde querem chegar, conseguindo concatenar ideias e mantendo uma postura que transmita confiança e domínio do tema. Além disso, falam com eloquência suficiente para prender a atenção do público e fazê-los captar a mensagem que deseja passar.

Por isso, é preciso deixar muito claro que a oratória pode (e deve) ser aplicada em muitas áreas da vida: como dar uma palestra, como ministrar uma aula, como defender seu ponto de vista em uma reunião, como ser um vendedor mais convincente, entre milhares de outros exemplos.

Pare um segundo e pense na sua própria vida, na sua profissão, no local onde você trabalha, e reflita sobre como isso pode transformar sua vida.

Como dar o próximo passo?

Agora que você já sabe o que é oratória e como a falta dela está te impedindo de subir na vida, você deve estar se perguntando: “ok, entendi, mas como eu faço para melhorar a minha oratória?”. Pensando nisso, eu criei um curso para te ensinar todos os segredos para aprender a falar bem em público, com diversas dicas práticas que você poderá aplicar imediatamente na sua vida. Para saber mais, entre em http://www.guiadaoratoria.com e confira nosso curso.

Medo de falar em público: os segredos que ninguém te conta

Se você é daquelas pessoa que morre de medo de falar em público, não se preocupe! Este artigo vai te ajudar a entender os motivos, os sintomas físicos e também vai te dar dicas valiosíssimas para acabar com esse pavor de uma vez por todas.

Desde o início dos tempos, o medo de falar em público é um tema de destaque social. Quando se fala em “medo de falar em público”, a primeira imagem que vem à cabeça é aquela pessoa parada em frente a uma multidão, paralisada, suando frio, com as pernas tremendo e uma aterrorizante sensação de “branco” em sua mente.

No entanto, para a maioria das pessoas, essa fobia dá as caras em situações do dia-a-dia, interações aparentemente simples e rotineiras que, para quem tem essa dificuldade, se tornam dragões de sete cabeças, como entrar na sala do chefe para pedir um aumento, falar abertamente em uma reunião da empresa, pedir informações na rua ou até fazer aquele assombroso e entediante discurso antes da ceia do natal perante toda a família.

Quando eu apresentei a minha primeira monografia, no auge dos meus vinte e um anos, os joelhos tremiam, as mãos suavam, a boca secava e todo aquele tempo ensaiando o discurso parecia não ter servido para absolutamente nada. Na minha cabeça, a única frase que aparecia recorrentemente era “por favor, alguém me tire daqui”.

Os sintomas do corpo e a enxurrada de pensamentos negativos

É impressionante perceber como um medo tem poder sobre nós e provoca as mais diversas reações em nosso corpo. É muito comum ver pessoas ficando extremamente ansiosas em situações aparentemente simples, como fazer um elogio a alguém, quando são convidadas a ler um salmo na igreja ou mesmo para fazer um brinde em uma festa de aniversário.

E quando precisamos falar em frente a uma pessoa que possui certa autoridade? É o caos em nosso sistema nervoso.

Não é à toa que o maior receio das pessoas que têm pavor de falar em público são as reações de seu próprio corpo e o receio de que outras pessoas notem seus sintomas. Os reflexos mais comuns são: voz trêmula, problemas gastrointestinais, ruborização, sudorese, tontura, náuseas e alterações na respiração.

Além dessas inúmeras reações físicas ocasionadas pelo medo de falar em público, a mente sofre intensamente com pensamentos negativos ocasionados pelo medo, como os exemplos a seguir: “será que as pessoas vão pensar que eu sou idiota por gaguejar?”, “e se eu esquecer tudo algum ponto importante da fala?”, “o que vão pensar de mim se eu travar e começar a tremer?”.

Nesse momento, surge o grande dilema do ciclo vicioso do medo de falar em público: assim que o corpo começa a manifestar-se por meio dos sintomas supracitados, a mente entra em estado de alerta e, consequentemente, a pessoa sente mais medo, o que gera um aumento exponencial dos sintomas físicos. Em outras palavras, o medo de falar em público gera sintomas corporais indesejados, que, por sua vez, fazem a mente se focar no problema, aumentando o nível de estresse, o que se reflete nas próprias reações corpóreas.

Sabendo disso, é muito comum que as pessoas fujam a todo custo de situações em que precisem falar em público. Ainda que essa fuga traga paz imediata, é extremamente prejudicial no longo prazo. Isso porque limita as relações interpessoais, prejudica tarefas rotineiras, reforçando e nutrindo ainda mais o medo de falar em público. Assim, evitar falar em público cria um sentimento de bem-estar, mas potencializa a fobia da fala em público.

Se você se identifica com os sintomas apontados, não se preocupe: há uma série de formas práticas de lidar com o medo e desmitificar o pavor de falar em público. A seguir, trarei algumas dicas que poderão te ajudar com a ansiedade e trazer uma injeção de autoconfiança e autoestima para sua vida.

A tirania da ansiedade

Considerando que as pessoas que têm pavor de falar em público tendem a se preocupar com seu corpo em situações de estresse por ter de falar em público, as estratégias a seguir são imprescindíveis para reduzir ou até eliminar as indesejadas reações físicas.

Em primeiro lugar, por mais óbvio que pareça, é fundamental aceitar tais sintomas e parar de temê-los. Ao falar em público, tente prestar atenção nessas reações sem se alterar e entenda seus sintomas. O ataque de ansiedade é como uma onde, que irá diminuindo progressivamente com o tempo.

Para isso, tenha em mente que, ainda que os sintomas sejam indesejáveis, nada de terrível acontecerá por causa deles. Depois da alta intensidade dos sintomas iniciais, ele irão diminuir aos poucos.

O poder da respiração

Desde pequenos, escutamos frequentemente “calma, respire fundo”, mas não damos o devido valor a esse ensinamento milenar. A respiração é, ao mesmo tempo, um termômetro das nossas emoções e um ato regulador do nosso corpo, por isso é fundamental dar uma atenção especial a ela.

É normal que, nessas situações, uma das primeiras reações perceptíveis seja a respiração, por isso se vê pessoas respirando de forma irregular, com respirações muito curtas, rápidas ou, ainda, prendendo a respiração.

Desse modo, dar uma atenção especial às técnicas de respiração é a primeira – e talvez a mais importante – das dicas que trago neste artigo.

Por isso,  antes de iniciar a sua fala, faça o seguinte exercício:

Respire calma e profundamente, inspirando pelo nariz e expirando pela boca de forma ritmada. Pense em cenários que te trazem calma, como um fim de tarde à beira da praia ou aquele almoço de domingo em família na casa de sua vó quando era criança. Repita mentalmente para você “eu estou calmo, eu sei o que preciso falar e estou tranquilo para fazê-lo”.

Repita o exercício de inspiração e expiração lentas dez vezes. Ao decorrer do exercício, perceba as sensações de estresse e de medo deixando seu corpo, sinta seus músculos relaxando, a sensação de perigo indo embora.

Ter consciência disso irá enviar um sinal para seu corpo de que ele não precisa mais se manter em estado de alerta, de que não há perigo iminente, o que irá abaixar sua “guarda mental” e te deixar mais tranquilo.

Quando o corpo fala por você

Ao mesmo tempo que a mente influencia o corpo, a recíproca é verdadeira. É por isso que sua postura e suas expressões faciais possuem um relevante papel no seu medo.

Repare bem. Uma pessoa confiante ostenta uma postura ereta, ombros abertos e relaxados e um leve sorriso no rosto. Por outro lado, uma pessoa amedrontada tende a parecer mais fechada, pois não se sente à vontade com a atenção voltada para si. Ela quer – ainda que inconscientemente – ser invisível, o que se contradiz totalmente à posição de alguém que almeja falar em público. Isso é perfeitamente visível em sua postura tensa, curvada, em seu rosto fechado, testa franzida, maxilares cerrados.

Uma vez consciente disso, atente-se para sua postura. O simples gesto de tentar parecer relaxado envia uma mensagem interna a seu corpo, informado que está tudo bem, não há motivo para ter medo, informando-lhe que você é plenamente capaz de lidar com a situação em questão. Tudo se resume a um instinto primitivo de sobrevivência e, com esse exercício, você deixa claro para seu corpo que não há perigo nenhum a temer.

Consciência x Medo

Outro passo fundamental para driblar o medo é potencializar seu âmbito de consciência para reduzir os pensamentos automáticos altamente prejudiciais ao seu corpo. Tornar os processos conscientes e racionais conforta seu cérebro, deixando-o com a sensação de que você está no controle da situação.

Para isso, converse com você mesmo, crie diversas formas construtivas e positivas de autodiálogo, deixando claro que o medo causado pela ideia de falar em público é controlável e que você tem total domínio sobre isso. Isso te fará pensar com mais clareza e fará seu cérebro entender que você domina a situação.

Pense na tarefa a ser realizada – no caso, falar em público – e imediatamente ligue isso a uma solução. Isso edifica uma base mental positiva, gerando o sentimento de habilidade para execução da tarefa. Ainda que o medo permaneça, a conscientização foca toda sua atenção no processo como um todo. Aqui, a máxima “cabeça vazia, oficina do diabo” se aplica perfeitamente: dar ao cérebro algo mais importante para se preocupar diminui a o estado de alerta de seu corpo, principal causador dos sintomas físicos do medo.

Uma das principais capacidades destrutivas do medo é a distorção da realidade. Desse modo, por se sentir inseguro, a pessoa começa a crer cegamente que esse sentimento de pavor não o deixará realizar de forma satisfatória a tarefa à qual está se dispondo. É aí que aparecem pensamentos contraproducentes como “se eu falhar, parecerei um idiota na frente de todo mundo e irão rir de mim”.

Esse é um exemplo típico. É bem verdade que perder a linha de raciocínio não é algo tão raro de acontecer, principalmente com pessoas que já possuem uma fobia de falar em público. No entanto, se isso acontecer, não é o fim do mundo! Ter consciência de que a pior das hipóteses não é tão ruim assim te dará calma para respirar, readquirir a concentração necessária e retomar a fala do ponto de onde parou.

Ter foco é a chave

Todo mundo sabe que ter foco é imprescindível para o sucesso de todos os tipos de tarefa. Parece bastante óbvio, mas, ainda assim, quase ninguém dá a isso o devido valor. É fundamental desenvolver a capacidade de foco dia após dia, treinando sua mente com afinco e persistência.

O estado de medo faz com que a mente foque sua atenção exatamente naquilo que parece assustador, como, por exemplo, as pernas tremendo, a face ruborizada, os olhares de julgamento dos interlocutores. Isso gera um autojulgamento destrutivo. Nesse ponto, é possível concluir que o objeto do nosso foco tende a se agigantar e, consequentemente, isso pode ser utilizado tanto para o bem quanto para o mal.

Desse modo, se, logo antes de falar em público, seu cérebro começar a voltar as atenções para os problemas potenciais de forma avulsa, focando em coisas que te deixam vulnerável, isso potencializará sua fobia e os reflexos dela em seu corpo.

Um excelente exercício para isso é concentrar-se no processo em si. Revise mentalmente tudo o que deseja falar, fazendo um esboço mental, relembrando itens essenciais, palavras-chave. Você deve controlar seu foco.

A seguir, visualize-se falando com uma oratória invejável, o público atento, suas expressões corporais transmitindo charme, confiança, segurança, de modo em que todo mundo perceba que você é bem sucedido.

Em um diálogo mental consigo mesmo, diga “meu medo não tem sentido, eu tenho consciência disso e irei executar tudo que quero, porque eu tenho plena consciência e domínio do conteúdo que desejo transmitir”.

Pessoas com medo tendem a esquecer de olhar para si mesmas e reconhecer seus pontos fortes.Isso faz com que cada atividade que pretendem realizar pareçam ser grandes desafios, risco imensos, trazendo para isso uma dificuldade desnecessária. Por isso, pare, respire e se reconheça seu próprio valor. Vislumbre sua vida como um todo e tome consciência de uma coisa: esses minutos em que você passará falando em público não trarão consequências permanentes para sua vida. Daqui a algum tempo, você nem lembrará de tudo isso.

Pessoas são só pessoas

Neste momento, o ponto fundamental é a relação que você estabelece consigo mesmo, com as outras pessoas e com o mundo como um todo. Ou seja, tem a ver com a sua percepção de que o mundo – e, consequentemente, seus interlocutores – é formado por pessoas como você, cheias de medos, traumas e sensibilidade.

Com isso em mente, tente desvencilhar-se da necessidade de agradar a todos. Aqui há um conflito permanente com o próprio ego, que se recusa a aceitar a ideia de rejeição. Preocupar-se com o que os outros pensarão de nós volta os nossos holofotes internos para os nossos medos, tornando-os gigantes inflamáveis.

Considerando que as principais formas de interação humana ocorrem por meio de linguagem (verbal ou não), o nosso ego e nossa autoestima ficam expostos todas as vezes em que temos que falar em público. É como se aquele mero momento fosse uma representação perfeita das nossas habilidade – e não é!

Controlar nosso estado de espírito é fundamental nos momentos de vulnerabilidade. O resultado de viver com nosso ego exposto é, inevitavelmente, acabar se frustrando constantemente por culpa de resultados desastrosos causado pelo medo.

Levando em consideração que pessoas são só pessoas, uma boa estratégia é desviar o foco de você mesmo e trazer os interlocutores para dentro da interação, criando com eles uma conexão. Faça-os identificar-se com você e com a mensagem que está sendo passada. Para isso, mostrar-se da forma mais natural possível é fundamental. É preciso que todos vejam de forma clara que você não está forçando parecer algo que não é.

O mito da perda de controle

No fundo, tudo gira em torno do medo de perder o controle. Isso gera medo, potencializa sua ansiedade e, naturalmente, traz sérias consequèncias que afetam os sintomas físicos indesejados de que tanto falamos.

Por isso, aprender a domar essa preocupação traz um domínio maior sobre o próprio medo de falar em público. Passo fundamental para isso é encontrar um método prático e eficaz e confiar que essa estratégia poderá ser aplicada por você para perder o medo de falar em público.

Além disso, ainda que seja altamente recomendável ensaiar uma conversa ou um discurso, é preciso preparar-se para seguir o fluxo do diálogo, de modo natural e contínuo, adaptando-se aos possíveis cenários que podem surgir no meio do caminho. É preciso parecer natural, aprender a confiar em si mesmo, a fim de transmitir segurança e confiabilidade ao interlocutor.

Aprender a controlar a ansiedade é um grande passo

O processo de conquistar independência e autonomia nas relações sociais passa invariavelmente pela capacidade de dar início e continuação a uma conversa com os mais diversos tipos de pessoas.

Desse modo, é fundamental dispor de alguns recursos que ajudam a manter uma linha de raciocínio, reduzindo ou eliminando as chances de divagações ou de conduzir a conversa a pontos desconfortáveis.

Nesse cenário, a ansiedade é um grande obstáculo para que você se sinta confiante e confortável em uma conversa. É aqui que a conversa de ocasião ganha relevo, possibilitando que você seja capaz de falar sobre um sem número de assuntos, às vezes de forma superficial – mas sem parecer raso – com pessoas de diversas tipos, inclusive com desconhecidos.

Para se dar bem em uma conversa de ocasião, mantendo-a estimulante e instigadora para todos envolvidos, é imprescindível controlar a ansiedade, a fim de evitar parecer indelicado ou inconveniente. Assim, afastar pensamentos negativos, contraproducentes, é essencial.

Ainda que de forma quase imperceptível ou inconsciente, essa negatividade, em regra, faz com o emissor se sinta mal, impedindo-o de ficar relaxado e calmo em um diálogo. É nesse cenário que a pessoa ansiosa começa a focar excessivamente em si mesma, aumentando drasticamente os efeitos que o medo de falar em público causa em seu corpo e em sua mente.

Então resta a pergunta: qual assunto pode ser tópico de uma conversa de ocasião com um desconhecido?

A resposta, por mais vaga que pareça, é “qualquer um”, desde que protegido por uma dose de bom senso. Assim, recomenda-se com afinco fugir de temas como política e religião e, em um ambiente de trabalho, certamente não se deve falar mal de sua rotina ou de seus superiores.

Assim, é possível falar sobre o tempo, as festas de fim de ano, algum acontecimento cultural, filhos, estudos ou mesmo sobre qualquer assunto cotidiano. Quando se alcança um nível mais aguçado de habilidade social, até uma xícara de café pode se tornar um tema duradouro para um diálogo fértil e fluido. Qualquer assunto pode ser interessante para ambos os lados, desde que você saiba como abordá-lo.

Como dar o primeiro passo

Uma boa técnica para introduzir um assunto é prestar bastante atenção no que a outra pessoa está falando e, então, encontrar uma ligação entre algo que ela tenha dito e o assunto que você deseja introduzir.

Para isso, a utilização de frases de transição é uma poderosa ferramenta, como “eu entendo perfeitamente o seu ponto de visto, inclusive isso me lembra uma situação em que…”.

Outra ideia é utilizar um gancho na fala da pessoa para guiá-la a determinado assunto com uma pergunta. Ao pedir uma opinião sobre certo tema, por exemplo, força-se a pessoa a parar e refletir sobre o tema, dando uma maior abertura para a conversa fluir.

Nesse ponto, um grande vilão para a pessoa que tem medo de falar em público é a inibição. Isso porque a grande maioria dos problemas se inicia na cabeça, principalmente quando se entra em um ciclo mental nocivo acerca do que a outra pessoa está pensando sobre nós.

Para evitar esses problemas, é necessário parar de ser tão autocrítico e focar em suas próprias habilidades. Tente o seguinte exercício:

  • Faça uma lista com tópicos simples de conversa.
  • Escreva uma frase que te passe uma sensação de segurança e tranquilidade
  • Pratique esses tópicos com pessoas próximas a você, com quem você se sinta muito confortável
  • Preste bastante atenção às reações da outra pessoa e, conforme a conversa vá se desenvolvendo, faça os ajustes cabíveis
  • Tente levar a conversa para outros temas, abordando-os de forma fluida e sutil, sem parecer forçado

O medo de falar em público não precisa ser um vilão em sua vida. Não estou dizendo que é fácil superá-lo, mas sim que há meios para isso. Com calma, dedicação, paciência e o método correto, você verá melhoras significativas em sua vida social.

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10 dicas infalíveis para falar em público sem medo

O medo de falar em público é muito mais comum do que se imagina. Aliás, pesquisas apontam que “glossofobia” (medo de falar em público) está acima até mesmo do medo da morte. Por que será que esse simples ato de interação social aflige milhões e milhões de pessoas ao redor do mundo?

Há uma série de fatores para explicar essa fobia, mas o principal deles é que, desde a infância, não recebemos nenhum incentivo para falar na frente das pessoas. Crescemos sem qualquer treino nessa área. Ainda na escola, só de pensar nas temidas apresentações de trabalho na frente da classe, as pernas tremem, a boca seca, o estômago dá reviravoltas. Já nessa época, aqueles colegas mais despojados, com pouca vergonha, começam a se destacar e tomam a frente nesse papel.

Da mesma forma, na vida adulta, essas mesmas pessoas menos envergonhadas tendem a trilhar caminhos de maior exposição, ganhando notoriedade por sua habilidade de comunicação, sua fala fluida, que muitas vezes é confundida com um charme natural em encantar as pessoas com as palavras. Aos outros, que se apavoram só de pensar em subir em um palanque para palestrar diante de uma plateia ou simplesmente conduzir uma reunião de negócios, seguem à sombra dos oradores mais destemidos.

No entanto, ao contrário do que muitos pensam, a habilidade de falar bem em público nada tem a ver com dom: ora, se ninguém nasce falando, que dirá vem ao mundo com uma boa oratória.

Para falar bem em público, é preciso treinar da forma correta, com dedicação e, principalmente, com um método simples, prático e adequado.

É por isso que vou compartilhar com você cinco dicas rápidas para perder o medo, sair das sombras e começar a falar bem em público:

01 – Falar bem não é dom, é prática!

Da mesma forma que ninguém nasce um bom cirurgião, um notável advogado ou um pianista habilidoso, tampouco ninguém nasce sabendo falar em público. Para isso, é preciso muito treino. Só temos medo daquilo que nos é estranho, que nos causa insegurança, que não dominamos.

Se você precisa dar uma palestra sobre certa área do seu trabalho – e isso te apavora -, você precisa praticar. Inicialmente, faça um roteiro no papel, contendo os tópicos que você pretende abordar de maneira sucinta, e estude bem o tema. A seguir, treine em frente a um espelho, se olhando nos olhos. Uma boa dica é gravar a sua apresentação para que você possa se assistir e corrigir seus próprios erros.

Após, você pode convidar amigos, familiares ou outras pessoas próximas e usá-los como plateia para praticar sua palestra e dar um feedback sobre sua performance. Falar bem é treino!

02 – Corrija sua postura!

Falar bem em público não se resume simplesmente à fala oral em si. Não se fala somente com a voz. O seu corpo também diz muito sobre você, por isso gestos e postura são elementos fundamentais em uma apresentação.

É preciso ter em mente que saber moderar sua postura para transmitir segurança, domínio do tema e, ao mesmo tempo, prender a atenção da sua plateia, é fundamental. Por isso, novamente ressalto a importância de treinar em frente a um espelho e atentar-se para sua postura. Além disso, uma boa dica é assistir a vídeos de excelentes oradores e observar seus gestos e como se portam.

03 – Seja você mesmo.

É normal ver pessoas que, ao falar em público, tentam se transformar e acabam deixando a apresentação muito forçada. Nessas horas, ser natural é fundamental. Por isso, mantenha suas características de fala – como sotaque, dicção, entonação da voz – o mais natural possível.

04 – Falar bem não é falar difícil

Ao contrário do que muitos pensam, falar bem em público não significa utilizar palavras rebuscadas, vocábulos em latim ou da língua inglesa ou citar trechos de poesia parnasiana durante o discurso. Falar bem é se expressar e ser entendido com clareza, de forma coerente e coesa, de forma que o interlocutor saia dali tendo absorvido totalmente a mensagem que você quis passar. Por isso, prepare uma palestra tendo em mente o seu público, tendo a noção de que o vocabulário utilizado deve ser acessível e claro, de modo que quem estiver te ouvindo entenda tudo sem ter de fazer um grande esforço mental para isso.

05 – Entenda seu interlocutor

A regra de ouro da comunicação – fator primordial para falar bem em público – tem como base o tripé: emissor – mensagem – receptor. Desse modo, além de conseguir se expressar bem e de dominar o conteúdo em si, é preciso entender a sua plateia e o valor que a sua mensagem terá para eles. Só assim você conseguirá discernir quais pontos deverão ser abordados com mais empenho e, consequentemente, irá melhorar muito o seu desempenho como orador.

Como você pode perceber, para falar bem não tem segredo: é preciso muita prática. Se você seguir as dicas rápidas deste artigo, já poderá observar uma melhora significativa na sua performance.

Se quiser ter acesso a um método completo, direto e didático, com diversas dicas de oratória e um passo-a-passo para você perder completamente o medo de falar em público, dê uma olhada em nosso curso “Nome do Curso”, criado excepcionalmente para ajudar pessoas como você a dominar a fundamental arte de falar bem.

06 – Equilibre suas feições com a sua mensagem

Nos dias de hoje, é comum que os âncoras de telejornais sejam mais despojados, não sendo mais necessária toda a formalidade de antigamente. Contudo, pense bem: você imaginaria o William Bonner anunciando o ataque às torres do World Trade Center com um sorriso no rosto?

Certos temas delicados requerem uma atenção maior com a postura, o tom de voz, as feições do rosto, cabendo a você equilibrar os momentos de alegria, apreensão, emoção, tristeza etc.

07- Bom-humor é contagiante!

Para complementar a dica anterior, é importante ressaltar que a duração de uma palestra ou de um discurso é diretamente proporcional à necessidade de bom-humor do emissor.

O bom-humor, quando bem dosado, prende a atenção do interlocutor, deixando a transmissão da mensagem mais leve e eficiente, sem deixar de considerar as demais emoções que se deseja passar.

08 – Valorize os recursos à sua disposição

Os recursos são todos os instrumentos que você pode utilizar para incrementar sua apresentação, como microfone, slides, apostilas, entre outros.

Pense na última palestra a que você assistiu. Quanto da mensagem transmitida você absorveu e quanto se perdeu? Pesquisas apontam que grande parte do conteúdo de uma palestra é esquecido pelos ouvintes nos próximos dias. Da mesma forma, também é certo que as pessoas tendem a fixar de forma muito mais sólida as informações apresentadas por meio de recursos multimídia.

No entanto, tome cuidado para que esses recursos não sejam tomem o seu lugar de destaque. Eles devem apenas potencializar a sua mensagem, mas você ainda tem de ser o principal emissor.

09 – Não seja um robô!

A arte de falar bem em público pode ser resumida na capacidade de cativar as pessoas com um discurso. Para isso, nada melhor do que apelar para o lado emocional, dando a ênfase necessária a cada trecho da sua fala e sabendo dosar os momentos mais tristes, os mais intensos, o suspense, a indignação.

Ninguém dá valor a um palestrante que soa como a voz do gps do carro.

Demonstrar os sentimentos na medida certa aproxima a plateia, fazendo com que cada pessoa que está escutando se identifique com você e, com isso, absorva muito mais a mensagem que você deseja passar.

10 – É sempre possível melhorar!

Independentemente da sua experiência, do número de pessoas para que você está acostumado a se apresentar, da sua desenvoltura, é sempre possível – e fundamental – melhorar a sua apresentação.

A melhor forma de receber uma crítica sincera, que pode ser essencial para seu aperfeiçoamento, é pedir um feedback dos seus ouvintes. Isso pode ocorrer por meio de um formulário de críticas e sugestões, disponibilizando-se para perguntas ou até mesmo com uma conversa informal após a apresentação.

Identificar seus erros e pontos fracos e se empenhar em melhorá-los é característica fundamental para todo bom orador.

Falar bem não precisa ser um pesadelo. Não estou dizendo que essa mudança ocorrerá do dia para a noite, mas, se você seguir os 10 passos acima e começar a aplicá-los imediatamente, você irá melhorar de forma exponencial.

Próximos passos

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