14 exercícios práticos para vencer a timidez

Todos nós conhecemos aquelas pessoas que, desde a infância, são falantes e comunicativas. Fato desconhecido para muitos é que elas são a exceção. Se, por um lado, há aqueles que tagarelam sem parar em frente de 10, 100, 1.000 pessoas, de outro, há quem não consiga falar 3 palavras com um desconhecido em um elevador.

Seria imprudente dividir as pessoas entre tímidos e extrovertidos. Isso porque existem graus de intensidade entre esses dois adjetivos. A verdade é que você não precisa ficar preso com a sua timidez para sempre.

Pensando em pessoas como você, eu preparei este artigo com diversos exercícios práticos, simples e de eficácia comprovada para você ficar mais confiante e começar imediatamente a vencer a batalha contra o medo de falar em público.

1. Pare de dizer que você é tímido

Não existe a menor necessidade de avisar todo mundo sobre a sua timidez. Essa é uma mania recorrente entre os tímidos. Qual o problema disso? Eu te explico. Quando você começa a divulgar por aí que você é tímido, as pessoas imediatamente começam a te tratar como tal. A timidez não é uma característica tão aparente quanto você imagina. Aqueles que são mais próximos a você certamente já sabem disso. Os menos conhecidos não sabem e talvez nunca saiba. Então deixe assim.

2. Ignore quaisquer comentários a respeito

Quando outras pessoas mencionarem em público a sua timidez, simplesmente sorria e não demonstre dar grande importância a isso. Quanto mais você alimenta o monstro, mais ele cresce.

3. Conheça suas reações e se prepare para elas

O seu corpo fala muito mais sobre você do que suas próprias palavras. Por isso, em situações de tensão, os sinais físicos costumam a ficar bem evidentes em pessoas tímidas. É bom que você saiba bem como seu corpo reage a cada situação e tenha uma estratégia para escapar dela.

Por exemplo, se você sabe que, sempre que você precisa falar em público, você fica vermelho, lide com isso. Quando acontecer e alguém comentar, responda algo do tipo “ah, eu fico vermelho muito fácil desde pequeno” e prossiga como se nada estivesse acontecendo.

4. Chega de autossabotagem!

Na maioria das vezes, nós somos nossos piores inimigos. Não deixe que sua autocrítica te deixe para baixo. Em vez disso, escute cada palavra que essa voz crítica tem a dizer e reflita a respeito. Ter noção dos nossos pontos fracos é importante, até para trabalharmos para melhorá-los, mas é essencial que consigamos focar nossas energias em nossos pontos mais fortes.

5. Conheça seus pontos fortes

Faça uma lista com todas as suas qualidades. Se você tiver dificuldade para isso, chame um amigo ou alguém da família para te ajudar. Sempre que você se sentir inseguro, pegue a lista, leia-a devagar e em voz alta e lembre o quanto você tem a oferecer para o mundo.

6. Cuidado com os relacionamentos

As pessoas tímidas costumam ter poucos e profundas relações. Isso significa que a escolha de um amigo ou de um parceiro é fundamental. Dedique seu tempo para as pessoas na sua vida que conseguem retribuir o que você sente por elas, pessoas calorosas, incentivadoras. O mundo já tem críticos destrutivos demais. Afaste-se deles.

7. Fuja do bullying

Há pessoas que são cruéis por natureza, que têm apreço pelo sarcasmo, ainda que isso faça mal para os outros. Há também quem simplesmente não tem bom senso e acaba falando as coisas sem pensar nas consequências. Independentemente disso, manter distância de todas essas pessoas é a atitude mais saudável que você pode tomar.

8. Preste atenção ao seu redor

Uma das grandes características da pessoa tímida é focar suas atenções em si mesma, potencializando, assim, seus defeitos. Tente fazer o oposto. Comece a observar as pessoas ao seu redor, como elas se comportam, quem parece mais introvertido, quem é mais despojado, quais são os sinais de timidez. Com isso, você passará a perceber que muitas pessoas à sua volta também sofrem do mesmo problema que o seu. Você não está sozinho!

9. Um momento ruim não significa um dia ruim

Perder a batalha não é perder a guerra. E digo mais: um tiro de raspão tampouco significa que você perdeu a batalha. Quando você passa uma considerável parte de tempo perdido em seus pensamentos – prática costumeira de pessoas tímidas -, as próprias experiências são facilmente distorcidas. Isso faz com que você pense que o seu momento de timidez arruinou a festa da firma, o aniversário do seu cunhado ou a ceia de natal. Não é assim. Na maioria das vezes – e eu falo bastante sério – ninguém nem irá se lembrar do que aconteceu.

10. Desligue a sua imaginação por um momento

As pessoas tímidas têm o costume de pensar que todo mundo ao seu redor está constantemente fazendo juízos de valor a seu respeito. Por isso, é tão comum se sentirem menosprezadas, rejeitadas, carentes de constante aprovação. Ocorre que, na maioria das vezes, esses julgamentos são frutos da imaginação. Entenda uma coisa de uma vez por todas: a maioria das pessoas não está nem aí para você! Por mais duro que isso possa parecer, não deixa de ser verdade. E isso não quer dizer que o ser humano é um animal irracional e sem sentimentos (por mais que às vezes pareça). A verdade é que a maioria das pessoas está com a cabeça nos próprios problemas. Em regra, ninguém tem tempo para perder pensando nos problemas dos outros.

11. Olhe a besta nos olhos e a pegue pelos chifres

Esse realmente não é um conselho fácil de se seguir, mas é o mais eficiente. Quando você estiver com medo, ansioso, nervoso, a melhor coisa a se fazer é encarar o problema. Olho no olho. Pule de cabeça e acabe com isso de uma vez por todas. Não é à toa que a Nike ficou famosa por ostentar um dos slogans mais brilhantes de todos os tempos: Just do it! (Apenas faça!).

12. Dê nome aos bois

Faça uma lista com todas as suas preocupações, seus medos, suas fobias. Colocá-los no papel deixará mais fácil fazer um plano para eliminá-los e seguir adiante. Essa parte é fundamental. Ok, fazer a lista é importante, mas de nada adianta você tomar consciência de todos seus medos se você não se preparar estrategicamente para lidar com eles.

13. Seja confiante

Sei que parece uma dica um tanto quanto óbvia. Todo mundo sabe que é muito melhor quando somos confiantes, mas então por que as pessoas não fazem isso? Não adianta nada você saber de algo se não souber aplicá-lo.

Ser confiante deriva de ter atitude, tomar ações, do aprendizado, da prática até chegar no domínio. Você se lembra de quando aprendeu a andar de bicicleta? No começo, era aterrorizante, mas depois de algumas tentativas, alguns joelhos ralados, você começou a aprender a andar sem rodinhas até chegar ao ponto de ficar confiante.

A confiança nas relações sociais funciona da mesma forma. É preciso treinar, treinar e treinar. Você provavelmente tomará alguns tombos, mas eles deixarão no máximo alguns joelhos ralados que durarão alguns dias e sumirão.

Sentir-se ansioso não é o problema; evitar situações de interação social, sim. Parar de fugir de situações desconfortáveis é primordial na batalha contra a timidez.

14. Fale mais, fale melhor

Comece a praticar discursos ou apresentações em casa, em frente ao próprio espelho, ainda que você não tenha nenhuma agendada para os próximos dias. Isso deixará seu próprio corpo familiarizado com aquela situação e, quando ela ocorrer, você conseguirá se acalmar muito mais facilmente.

Tente se engajar mais em conversas no trabalho, pergunte a hora para desconhecidos na rua, puxe conversa no elevador, nem que seja para perguntar se vai chover. Seja com amigos, no trabalho, com estranhos que passam pela rua, é fundamental que você pratique a interação social o máximo que puder.

Não é mistério para ninguém que a timidez é um grande atraso na vida de muita gente.Em grande parte, isso ocorre porque as pessoas tímidas tendem a evitar situações de tensão que as exponha, como falar em público. Além disso, a timidez não raramente aparece acompanhada de crises de ansiedade, um grande mal deste século.

Se esse é o seu caso, eu te trago boas notícias: você não está sozinho! Pesquisas apontam que quatro entre cada dez pessoas se considera tímida e percebe que isso implica uma série de problemas em sua vida pessoal.

Embora seja claro que algumas pessoas tenham uma inclinação natural para a timidez, também é evidente que essa batalha precisa ser vencida, principalmente porque vivemos em um mundo cada vez mais competitivo, que considera a comunicação social uma super qualidade para o mercado de trabalho.

Quer acabar com a timidez agora mesmo?

Não deixe a timidez te impedir de conquistar seus sonhos. Se você leu até aqui e se interessou pelo assunto, acesse o nosso curso de oratória em www.guiadaoratoria.com e conheça uma estratégia prática, simples e comprovadamente efetiva para acabar de vez com sua timidez e com o medo de falar em público.

 

 

Como vencer a timidez: 10 dicas práticas para você aplicar agora

Quem nunca passou por aquele momento de timidez na vida? Tanto faz se você é introvertido ou a pessoa mais aberta do mundo, em algum momento da sua vida você sentiu na pele a sensação de morrer de vergonha. Quando eu digo sentir na pele, eu quero dizer literalmente. A boca seca, as pernas tremem, o coração passa perto de saltar pela boca e parece que, de repente, alguém resolveu pegar o seu estômago e colocar dentro de uma caixa de fósforo. É exatamente nesse momento de desespero que você percebe a importância de saber vencer a timidez.

Na verdade, não tem nada a ver com ser extrovertido ou introvertido, porque a timidez tem a ver com estar à vontade consigo mesmo em situações sociais um tanto quanto não usuais. Ainda que seja mais comum em crianças, a timidez acaba atormentando muitas pessoas durante a vida adulta. Isso é facilmente perceptível em situação cotidianas, como hesitar em fazer um telefonema ou mesmo não conseguir parar alguém na rua para pedir uma informação.

Pensando nisso, eu preparei aqui 10 dicas práticas para você começar hoje mesmo a vencer a batalha contra a timidez. Não será uma tarefa fácil, mas se você seguir à risca esses ensinamentos tenho certeza que você chegará lá.

1. Entenda e aceite a sua timidez

O primeiro passo para solucionar qualquer problema é aceitá-lo e, a partir daí, buscar entendê-lo. Comece a reparar em como a timidez aparece no seu dia-a-dia, sua frequência, como isso te afeta, tanto fisicamente quanto na realização das suas tarefas diárias.

2. Tenha consciência e foque em seus pontos fortes

Não, você não é o centro das atenções. O cérebro humano processa inúmeras informações por segundo, a vida é complexa, a renovações de problemas e preocupações é diária – e todo mundo tem problemas. Por isso é importante que você entenda que é bem provável que ninguém esteja prestando tanta atenção em você assim.

Uma vez reconhecido isso, comece a olhar para dentro de você mesmo, pense quais são seus fatores motivadores, o que você tem que te diferencia do resto. Da mesma forma que saber as próprias limitações é importante, é fundamental reconhecer seus pontos fortes e explorá-los ao máximo. Criar esse laço de intimidade com suas virtudes terá um impacto imediato em sua autoestima. Com isso, você conseguirá a confiança necessária para superar o medo de se expor.

3. A magia da respiração

Pois é, você já ouviu isso milhares de vezes em sua vida. Sempre que alguém se encontra em estado de choque ou muito nervoso, aparece alguém para lhe dizer “calma, respira”. Então, se você já sabe disso, por que eu estou colocando essa dica aqui? Por 2 motivos: clichês são clichês por um motivo e, nesse caso, ele funciona melhor que muitos remédios calmantes; e, ainda que todo mundo saiba disso, é inacreditável constatar que, mesmo assim, ninguém aplica isso na prática.

A técnica em si não tem muito mistério:

  1. Inspire profundamente pelo nariz;
  2. Solte o ar bem lentamente pela boca;
  3. Durante o processo, concentre-se em sua própria respiração, nos seus pulmões se enchendo de ar, sinta seu corpo começar a se acalmar;
  4. Repita quantas vezes forem necessárias.

Eu avisei. Não tem mistério. A simples repetição desses passos te deixará mais relaxado e descontraído. Faça o teste. Antes de fazer algo que você sabe que te deixará com vergonha, faça os exercícios de respiração por 3 minutos. Quando conseguir se acalmar, volte à dica número 2 e exercite o foco em seus pontos fortes.

4. Você precisa começar a se mexer!

Não sejamos hipócritas: a esmagadora maioria das pessoas que faz exercícios físicos tem objetivos estéticos, ou seja, emagrecer, ficar mais forte, se preparar para a praia no fim do ano. Longe de mim querer desmerecer esses motivos. Tudo que te motiva a ter uma vida saudável é válido.

Pensando nisso, eu vou te dar mais um grande motivo para você largar o sedentarismo de uma vez por todas. Há grandes chances de seu problema de ansiedade estar relacionado com o acúmulo de energia. A boa notícia é que isso pode ser facilmente resolvido com atividades como corrida, pedaladas e natação (ou qualquer outra atividade aeróbica de seu gosto).

Além disso, você pode fazer exercícios de relaxamento na sua própria casa ou no trabalho. Eles são simples e muito efetivos. Siga esses passos:

  1. Sentado ou deitado, foque seus pensamentos em cada parte de seu corpo, comece pela cabeça e vá descendo em direção aos pés. Você irá perceber como essa conscientização te trará inúmeras sensações. Poderá parecer estranho no começo, mas você irá se acostumar;
  2. Após esse “escaneamento mental” do seu corpo, tente identificar qual é o seu ponto de maior tensão. Quando você o encontrar, concentre-se nele por alguns instantes;
  3. Contraia essa parte tensa durante 3 a 5 segundos e relaxe. Faça isso até você sentir um alívio na região;
  4. A seguir, você pode repetir o exercício e detectar outras partes tensas de seu corpo.

5. Você não é perfeito. E está tudo bem!

Grande parte da timidez e do nervosismo está relacionada com a cobrança excessiva que temos com nós mesmos. É nessas horas que começamos a nos comparar com artistas de TV, celebridades, empresários de sucesso (“Seu primo Marquinho tem só 23 anos, começou vendendo brigadeiro no colégio e já fundou um banco, e você?”). Pare com isso agora!

Essa exigência desmedida nos leva a questionar coisas como “por que eu não tenho esse sucesso todo? por que não ganho tanto dinheiro?”. Por não achar uma resposta convincente, acabamos aceitando a ideia falaciosa de que nós não temos porque não somos capazes ou merecedores. É hora de superar esse pensamento atrasado.

A busca pelo perfeccionismo, pelo menos da forma como essa ideia foi vendida para você, é totalmente incompatível com a realidade. E isso te faz sofrer. O ser humano erra todos os dias e você precisa entender como isso é maravilhoso. Tudo depende da forma como você encara seu erro e de qual lição você tira dele.

Tente se expressar de forma livre. Apaixone-se pelo processo de realizar algo. Isso é muito mais importante do que atingir o objetivo em si. Quando você conseguir sentir prazer na jornada, irá enxergar possibilidade de crescer com seus próprios erros e isso irá te levar bem mais longe do que você imagina.

6. Pare de fugir de seus problemas

Chega de evitar situações desconfortáveis. Sim, elas são incômodas, mas seu enfrentamento é uma parte fundamental dessa nossa trajetória. Fugir dessas situações acaba reforçando a sua timidez. Vá aos lugares que te causam desconforto e enfrente situações desconfortáveis. Esses são os momentos perfeitos para você experimentar os exercícios que você aprendeu hoje.

Você poderá descobrir coisas fascinantes sobre si mesmo. Às vezes, o seu maior problema nem é a falta de alguma habilidade social, mas uma mera questão de autoconfiança, atrelada a um medo excessivo de falhar.

O ato de se colocar em situações de estresse fará com que você desenvolva seus pontos fortes e reforce a confiança em si mesmo. Quanto maior o número de situações você enfrentar, mais rápida será a sua evolução. Pode ser difícil no começo, mas, com o tempo, você verá que não é tão aterrorizante como parece e que, a cada nova tentativa, fica mais fácil.

Quando se colocar nessas situações de estresse, pergunte a si mesmo o porquê de você se sentir daquele jeito. Não se satisfaça com a primeira resposta que vier à sua cabeça. Tente encontrar diversas explicações. Esse será um excelente exercício de autoconhecimento.

Entenda uma coisa. Eu não estou dizendo que você deve começar a frequentar somente lugares onde você se sinta incomodado. Não é isso. Só estou batendo na tecla de que o ato de se desafiar constantemente fará você ir muito além do que imagina ser capaz. Saia da sua zona de conforto e faça aquilo que a sua própria timidez te diz diariamente que você não é capaz de fazer.

Quando estiver em alguma dessas situações, pare por um segundo e faça a seguinte reflexão: eu estou confortável? como está minha respiração? estou sentindo prazer no que estou fazendo?

Enquanto a resposta de pelo menos uma dessas questões for “não”, repita incansavelmente os exercícios que aprendeu aqui.

Até aqui, fiz referências a exercícios gerais, que poderiam ser aplicados a diversas situações diferentes. As próximas 4 dicas são voltadas para situações específicas da sua vida que podem merecer uma atenção especial.

7. Timidez no trabalho

Não há dúvida de que a timidez pode ser um grande atraso no desenvolvimento da sua carreira. Superá-la, no entanto, demanda tempo e uma considerável dose de autoconsciência. É um processo gradativo. Um passo atrás do outro. Ou seja, defina pequenas metas diárias que te coloquem à prova, como, por exemplo, puxar papo com alguém na cafeteria, dar bom dia ao dono da empresa ou algo assim. De grão em grão, você terá percorrido um grande caminho ao final do mês.

Antes de cada um desses pequenos desafios, tire um tempo para se preparar, refletir a respeito, faça os exercícios de relaxamento e respiração. E então faça. Não deixe que o excesso de pensamento te faça criar cabeças de dragão onde não há.

Além disso, quebre sua rotina. Corte do seu dia-a-dia hábitos que te deixam em situações cômodas demais. Por exemplo, se você tem o hábito de almoçar sozinho ou com os mesmos dois amigos todos os dias, mude. Convide alguém diferente pelo menos uma vez na semana e puxe uma conversa banal.

Com esses pequenos gestos, você irá começar a ter mais autoconfiança e, ao longo do tempo, tenho certeza que todos à sua volta reconhecerão sua evolução.

8. Timidez na igreja

Para aqueles que frequentam a igreja cristã, a timidez pode ser um grande entrave, já que os templos religiosos são um exemplo rotineiro de grande interação social. Por vezes envolve leitura, palestras, pregações, participar do coral, entre outros.

Em primeiro lugar, vamos ver o que a Bíblia diz a esse respeito. Veja só. Em Romanos 8:31, há o clássico trecho: “que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Em outras palavras, você não deve ter vergonha de ser você mesmo, pois está totalmente amparado pela sua crença. Por sua vez, em Timóteo 2,17, está escrito o seguinte: “pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio”.

Para aqueles que estão iniciando o trabalho de evangelizar, a timidez pode ser um pesadelo, principalmente para os mais jovens. Por isso, acreditar em você e no seu relacionamento com Deus é fundamental. A primeira vez será muito difícil. Na segunda, também será. Na terceira, continua difícil, mas nem tanto. E assim a sua evolução acontece paulatinamente. Quando você perceber, sua timidez terá ficado para trás e você sentirá um enorme prazer em fazer o que faz.

9. Timidez na escola/faculdade

Tanto a escola quanto a faculdade são época maravilhosas para alguns e pesadelos para outros. Para o seleto grupo de alunos populares, geralmente despojados, extrovertidos, dentro dos padrões de beleza, é um sonho. No entanto, para a grande maioria, a história é bem diferente.

Essa importante fase da vida carrega em si uma série de pesos. O jovem está passando por inúmeras mudanças, ainda meio perdido, o que acaba gerando uma grande insegurança. Às vezes a aparência da pessoa não agrada, o jeito de falar, de rir, o desempenho escolar – para que gosta de fazer bullying, tudo isso é um prato cheio.

A situação se agrava na apresentação de seminários, trabalhos em grupo e no famigerado “primeiro dia de aula”. O que fazer para driblar essa timidez? A tarefa não é fácil, mas vou apresentar alguns segredos que podem te facilitar a vida.

Bem, todos os exercícios acima serão de grande utilidade. Por isso, leia-os atentamente quantas vezes forem necessárias e coloque-os em prática!

A pessoa tímida tem aversão a se expor. Quer mais aversão do que apresentar um trabalho na frente da sala, com todos os olhos voltados a você e, além disso, você tem que falar e falar e falar. O julgamento é inevitável. Uma boa dica para isso é fixar os olhos em um ponto na parede, bem no fim da sala. Fale olhando para esse ponto. Assim, você evita olhar para os outros alunos, ver suas reações e, ao mesmo tempo, não fala olhando para o chão. A cabeça erguida também te dará um ar de confiança. Pode parecer estranho no começo, mas é uma ótima técnica para perder a timidez.

10. Timidez para falar em público

Queira você ou não, falar em público faz parte da vida em sociedade. A não ser que você viva em uma ilha como um náufrago, você vai ter que interagir com as pessoas. Indo além, a diferença entre as pessoas que falam bem em público e as demais na incansável corrida pela escalada social é gritante. Aprender a falar bem em público te dará vantagens durante a escola, a faculdade, em relacionamentos amorosos, amizades e, principalmente, definirá os rumos da sua carreira. A lista de benefícios é interminável.

O problema é que, para quem é tímido, falar em público é a anunciação do apocalipse. O que fazer? Há uma série de dicas que eu poderia te dar sobre a ciência da oratória, mas vamos nos ater, por enquanto, ao principal. Boa parte da sua timidez vem de dois fatores: a falta de autoconfiança e o medo do julgamento.

Para resolver o primeiro, a dica é simples. Domine o assunto sobre o qual você terá que falar. Não adianta saber mais ou menos. Não adianta dar uma lida rápida no wikipedia meia hora antes. Saiba de forma aprofundada o que terá que falar. A ideia é que você tenha um conhecimento bem maior do que aquele que você deseja passar. Quando você adquirir o domínio do assunto, a confiança será consequência. Pare e pense: “eu sei tudo sobre isso que estou falando, estou preparado”.

Sobre o segundo problema, pense o seguinte. Faça tudo que estiver ao seu alcance para uma boa apresentação. Ignore o resto. Se você parar para pensar no que as pessoas irão achar de você, não sairá nem de casa. Prepare bem a estrutura da sua apresentação, vista-se adequadamente, faça os exercícios de relaxamento antes e mãos à obra. O mais difícil é começar a falar. Quando você pegar o embalo, o céu é o limite.

Quais são as causas da timidez?

É fato que todos nós somos tímidos em certos momentos, mas isso nos afeta em graus diferentes. Por isso, iremos focar nos motivos que fortalecem a sensação da timidez prejudicial, que é atualmente um dos grandes gargalos de interação social.

Insegurança com a própria imagem. É muito comum nos casos de crianças que sofrem bullying na escola. As provocações constantes – geralmente ligadas à aparência, orientação sexual, cor de pele, etnia, classe social e religião – acabam acumulando uma sequência de experiências negativas no interior da pessoa, o que está intimamente relacionada com a falsa crença de que suas qualidade não são interessantes para os outros e, por isso, a pessoa não é digna de ser admirada. Não raramente isso está ligado a um esforço sobrenatural para se encaixar em um grupo, resultando no tão falado problema de autoestima.

Excesso de foco em si mesmo. Uma pessoa tímida tende a prestar atenção em cada mínimo detalhe de si mesma, aumentando a ansiedade e fazendo com ela fique em constante questionamento sobre cada gesto de seu corpo ou palavra que sai da sua boca. Esses pensamentos negativos são altamente prejudiciais e compõem um ciclo vicioso de autocríticas. Em outras palavras, a pessoa pensa que não faz nada certo e não percebe que, em muitos casos, ninguém à sua volta está sequer prestando atenção nisso. É preciso entender que as pessoas estão preocupadas com suas próprias inseguranças e, por isso, raramente reparam nas dos outros.

A etiqueta do tímido. Desde pequeno, a pessoa começa a se rotular como tímido e isso gera uma falsa ideia de que essa condição não pode mudar. Por causa disso, o tímido construindo em volta de si um muro de proteção, que na verdade serve mais como um fator limitador do que qualquer outra coisa. Quando as pessoas sabem que você é tímido, elas tendem a agir de acordo e isso acaba dificultando a vida de quem quer mudar essa situação.

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Como vencer timidez no trabalho: 4 dicas práticas e infalíveis

A timidez no ambiente de trabalho é um fantasma que assombra milhões de pessoas diariamente. Saber superá-la é fundamental para qualquer um que deseje ter uma carreira de sucesso. Isso porque um profissional que sofre de timidez costuma ter sérios problemas de comunicação e de relações interpessoais, tanto com colegas de trabalho quanto com clientes e parceiros, atravancando a realização de tarefas e a criação de laços sólidos.

No entanto, a boa notícia é que a questão da timidez pode ser resolvida. O primeiro passo é decifrar como ela está prejudicando sua rotina, tomar consciência de seus efeitos e se preparar para lidar com as situações de tensão.

Por isso, eu resolvi te contar algumas técnicas práticas que te ajudarão a vencer a timidez no acirrado ambiente de trabalho e, com isso, te deixarão mais próximo do sucesso.

1. Saiba quais seus pontos fortes

Quem é tímido tem o costume de olhar para si mesmo e só enxergar essa característica, impondo a si mesmo um limite que prejudica não só a sua relação com os demais colegas de trabalho, chefes e clientes, mas também impede que seus pontos fortes possam brilhar.

Por causa disso, é essencial que você busque se conhecer mais. Saiba em que pontos você se destaca, pelo que os seus pares ou seu chefe te admira e tente entender como a sua timidez acaba boicotando essas qualidades.

Uma vez que você tem isso bem claro, focar em seus pontos positivos te trará conforto e autoconfiança, derrubando as barreiras criadas pela sua timidez.

2. Fuja da rotina

Se você é tímido, certamente você criou certos hábitos – ainda que de forma inconsciente – que te colocam em situações cômodas, te protegendo da sua própria timidez. Isso pode parecer bom, não é? Na verdade, não é. Ainda que evitar situações desconfortáveis te tranquilize no curto prazo, estar em ambientes de interação social, saindo da zona de conforto, é a melhor forma de você superar sua timidez.

Em vez de evitar completamente essas situações, é ideal que você se prepare e se exponha a elas de forma controlada, pouco a pouco, estipulando-se metas e desafios diariamente. Por exemplo, no primeiro dia a sua meta pode ser convidar um colega não próximo para um café; no segundo, se apresente para o chefe; depois, se apresente para um desconhecido e por aí vai.

3. Pare de deixar para depois

Os tímidos possuem uma destrutiva tendência procrastinadora. Isso tem relação com o medo de se expor, que torna certas situações desconfortáveis e, por consequência, são deixadas para depois.

A melhor forma de evitar a procrastinação é organizar a sua vida em uma agenda, marque seus compromissos e diga para você mesmo que irá cumpri-los um a um. Comece por aquelas que você vem adiando a mais tempo. Enfrente um leão por vez.

4. Sua mente: uma poderosa fábrica de realidades

Você certamente já ouviu falar que o ser humano não utiliza nem um quarto da capacidade do cérebro, certo? Pois é. Que tal começar a fazer algo a respeito? Um jeito poderoso de enfrentar a timidez é usar a sua própria imaginação. Brinque com suas percepções e seja criativo para conseguir vencer a ansiedade e ganhar a autoestima necessária para enfrentar seus medos.

Tente lembrar momentos felizes, situações que te trazem um sentimento de alegria, autoconfiança e poder.

Um bom exercício é se imaginar como um gigante, fazendo que as outras pessoas pareçam crianças perto de você. Isso te trará um sentimento de poder, de controle e diminuirá o seu medo de ser julgado.

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Medo de falar em público? Melhore agora com essas 3 dicas práticas!

Nos dias de hoje, a alta competitividade faz com que as pessoas se preparem cada vez mais para o mercado de trabalho. Não é à toa que a facilidade de comunicação eficiente é uma das características mais desejadas e valorizadas pelas maiores empresas do mundo. Falar bem, de forma natural, demonstrando segurança nas mais diversas situações, é imprescindível para qualquer profissional. É hora de as pessoas aceitarem que precisam saber falar em público para ter sucesso. E isso inclui você.

O problema é que é muito comum vermos pessoas que sabem tudo de um determinado assunto, têm mestrado e doutorado, mas não conseguem transmitir isso para outras pessoas, pois a timidez não os deixa falar em público.

Foi pensando nisso que escrevi este artigo, no intuito de dar algumas dicas práticas que te ajudarão a superar o medo de falar em público. Não estou dizendo que é uma tarefa fácil, mas estou seguro de que, se você se esforçar, poderá atingir resultados incríveis.

Não, não é só você

Entenda uma coisa: falar em público é um dos maiores medos do ser humano. As razões para isso são as mais variadas, como a falta de prática, de autoconfiança, o medo de ser julgado, de falhar ou alguma experiência similar traumática no passado. Ou seja, não só você, mas milhões de pessoas sofrem com isso todos os dias. Inclusive pessoas ao seu redor, talvez aquelas que, na sua mente, são as que mais te julgam e te deixam desconfortável.

Os sintomas da timidez são muito fáceis de perceber: boca seca, taquicardia, desvios no olhar, fala hesitante, suor, tremor, falar rápido demais etc. É uma pena que nossos sistema educacional não passa nem perto de nos preparar para a vida real, o que inclui a falta de incentivos para falar em público.

O fundamental é que você entenda que falar bem não é dom, não é uma qualidade inata da pessoa. Isso quer dizer que é uma habilidade passível de desenvolvimento e aperfeiçoamento, desde que você um método adequado, com técnicas e exercícios práticos e simples para melhor sua autoestima e afastar seus bloqueios.

Pratique em um lugar confortável

Quando se fala em um lugar confortável, o primeiro que vem à cabeça é a nossa própria casa. Pois bem. Treine falar diante do espelho. Verifique se sua voz está saindo de forma clara, limpa, com um bom volume e uma dicção adequada. Observe suas expressões faciais e seus gestos.

Se não souber o que falar, experimente ler qualquer coisa em voz alta. Com isso, você começará a entender como sua voz funciona, se acostumará com ela e aprenderá o necessário para projetá-la bem nos momentos necessários.

Depois disso, chame alguém com quem você tenha muita intimidade e o use como plateia. É fundamental que, após, você peça um feedback sincero e saiba receber bem as críticas positivas e negativas.

Inspire. Expire. Repita.

Um sintoma claríssimo de nervosismo é a respiração alterada. Por isso, há pelo menos dois momentos em que você deverá se atentar para isso. Antes da sua fala, vá para um lugar tranquilo, concentre-se, repasse mentalmente o roteiro de sua apresentação, inspire pelo nariz, prenda a respiração por 3 a 5 segundos e depois expire lentamente pela boca. Repita isso até que você se sinta calmo e confiante.

É de suma importância que você se preocupe com a respiração durante a sua fala. Para isso, você deve inspirar, segurar o ar e ir soltando lentamente enquanto fala. A ansiedade deixa nossa respiração curta e rápida, o que acaba desperdiçando uma grande quantidade de ar.

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Medo de falar em público: os segredos que ninguém te conta

Se você é daquelas pessoa que morre de medo de falar em público, não se preocupe! Este artigo vai te ajudar a entender os motivos, os sintomas físicos e também vai te dar dicas valiosíssimas para acabar com esse pavor de uma vez por todas.

Desde o início dos tempos, o medo de falar em público é um tema de destaque social. Quando se fala em “medo de falar em público”, a primeira imagem que vem à cabeça é aquela pessoa parada em frente a uma multidão, paralisada, suando frio, com as pernas tremendo e uma aterrorizante sensação de “branco” em sua mente.

No entanto, para a maioria das pessoas, essa fobia dá as caras em situações do dia-a-dia, interações aparentemente simples e rotineiras que, para quem tem essa dificuldade, se tornam dragões de sete cabeças, como entrar na sala do chefe para pedir um aumento, falar abertamente em uma reunião da empresa, pedir informações na rua ou até fazer aquele assombroso e entediante discurso antes da ceia do natal perante toda a família.

Quando eu apresentei a minha primeira monografia, no auge dos meus vinte e um anos, os joelhos tremiam, as mãos suavam, a boca secava e todo aquele tempo ensaiando o discurso parecia não ter servido para absolutamente nada. Na minha cabeça, a única frase que aparecia recorrentemente era “por favor, alguém me tire daqui”.

Os sintomas do corpo e a enxurrada de pensamentos negativos

É impressionante perceber como um medo tem poder sobre nós e provoca as mais diversas reações em nosso corpo. É muito comum ver pessoas ficando extremamente ansiosas em situações aparentemente simples, como fazer um elogio a alguém, quando são convidadas a ler um salmo na igreja ou mesmo para fazer um brinde em uma festa de aniversário.

E quando precisamos falar em frente a uma pessoa que possui certa autoridade? É o caos em nosso sistema nervoso.

Não é à toa que o maior receio das pessoas que têm pavor de falar em público são as reações de seu próprio corpo e o receio de que outras pessoas notem seus sintomas. Os reflexos mais comuns são: voz trêmula, problemas gastrointestinais, ruborização, sudorese, tontura, náuseas e alterações na respiração.

Além dessas inúmeras reações físicas ocasionadas pelo medo de falar em público, a mente sofre intensamente com pensamentos negativos ocasionados pelo medo, como os exemplos a seguir: “será que as pessoas vão pensar que eu sou idiota por gaguejar?”, “e se eu esquecer tudo algum ponto importante da fala?”, “o que vão pensar de mim se eu travar e começar a tremer?”.

Nesse momento, surge o grande dilema do ciclo vicioso do medo de falar em público: assim que o corpo começa a manifestar-se por meio dos sintomas supracitados, a mente entra em estado de alerta e, consequentemente, a pessoa sente mais medo, o que gera um aumento exponencial dos sintomas físicos. Em outras palavras, o medo de falar em público gera sintomas corporais indesejados, que, por sua vez, fazem a mente se focar no problema, aumentando o nível de estresse, o que se reflete nas próprias reações corpóreas.

Sabendo disso, é muito comum que as pessoas fujam a todo custo de situações em que precisem falar em público. Ainda que essa fuga traga paz imediata, é extremamente prejudicial no longo prazo. Isso porque limita as relações interpessoais, prejudica tarefas rotineiras, reforçando e nutrindo ainda mais o medo de falar em público. Assim, evitar falar em público cria um sentimento de bem-estar, mas potencializa a fobia da fala em público.

Se você se identifica com os sintomas apontados, não se preocupe: há uma série de formas práticas de lidar com o medo e desmitificar o pavor de falar em público. A seguir, trarei algumas dicas que poderão te ajudar com a ansiedade e trazer uma injeção de autoconfiança e autoestima para sua vida.

A tirania da ansiedade

Considerando que as pessoas que têm pavor de falar em público tendem a se preocupar com seu corpo em situações de estresse por ter de falar em público, as estratégias a seguir são imprescindíveis para reduzir ou até eliminar as indesejadas reações físicas.

Em primeiro lugar, por mais óbvio que pareça, é fundamental aceitar tais sintomas e parar de temê-los. Ao falar em público, tente prestar atenção nessas reações sem se alterar e entenda seus sintomas. O ataque de ansiedade é como uma onde, que irá diminuindo progressivamente com o tempo.

Para isso, tenha em mente que, ainda que os sintomas sejam indesejáveis, nada de terrível acontecerá por causa deles. Depois da alta intensidade dos sintomas iniciais, ele irão diminuir aos poucos.

O poder da respiração

Desde pequenos, escutamos frequentemente “calma, respire fundo”, mas não damos o devido valor a esse ensinamento milenar. A respiração é, ao mesmo tempo, um termômetro das nossas emoções e um ato regulador do nosso corpo, por isso é fundamental dar uma atenção especial a ela.

É normal que, nessas situações, uma das primeiras reações perceptíveis seja a respiração, por isso se vê pessoas respirando de forma irregular, com respirações muito curtas, rápidas ou, ainda, prendendo a respiração.

Desse modo, dar uma atenção especial às técnicas de respiração é a primeira – e talvez a mais importante – das dicas que trago neste artigo.

Por isso,  antes de iniciar a sua fala, faça o seguinte exercício:

Respire calma e profundamente, inspirando pelo nariz e expirando pela boca de forma ritmada. Pense em cenários que te trazem calma, como um fim de tarde à beira da praia ou aquele almoço de domingo em família na casa de sua vó quando era criança. Repita mentalmente para você “eu estou calmo, eu sei o que preciso falar e estou tranquilo para fazê-lo”.

Repita o exercício de inspiração e expiração lentas dez vezes. Ao decorrer do exercício, perceba as sensações de estresse e de medo deixando seu corpo, sinta seus músculos relaxando, a sensação de perigo indo embora.

Ter consciência disso irá enviar um sinal para seu corpo de que ele não precisa mais se manter em estado de alerta, de que não há perigo iminente, o que irá abaixar sua “guarda mental” e te deixar mais tranquilo.

Quando o corpo fala por você

Ao mesmo tempo que a mente influencia o corpo, a recíproca é verdadeira. É por isso que sua postura e suas expressões faciais possuem um relevante papel no seu medo.

Repare bem. Uma pessoa confiante ostenta uma postura ereta, ombros abertos e relaxados e um leve sorriso no rosto. Por outro lado, uma pessoa amedrontada tende a parecer mais fechada, pois não se sente à vontade com a atenção voltada para si. Ela quer – ainda que inconscientemente – ser invisível, o que se contradiz totalmente à posição de alguém que almeja falar em público. Isso é perfeitamente visível em sua postura tensa, curvada, em seu rosto fechado, testa franzida, maxilares cerrados.

Uma vez consciente disso, atente-se para sua postura. O simples gesto de tentar parecer relaxado envia uma mensagem interna a seu corpo, informado que está tudo bem, não há motivo para ter medo, informando-lhe que você é plenamente capaz de lidar com a situação em questão. Tudo se resume a um instinto primitivo de sobrevivência e, com esse exercício, você deixa claro para seu corpo que não há perigo nenhum a temer.

Consciência x Medo

Outro passo fundamental para driblar o medo é potencializar seu âmbito de consciência para reduzir os pensamentos automáticos altamente prejudiciais ao seu corpo. Tornar os processos conscientes e racionais conforta seu cérebro, deixando-o com a sensação de que você está no controle da situação.

Para isso, converse com você mesmo, crie diversas formas construtivas e positivas de autodiálogo, deixando claro que o medo causado pela ideia de falar em público é controlável e que você tem total domínio sobre isso. Isso te fará pensar com mais clareza e fará seu cérebro entender que você domina a situação.

Pense na tarefa a ser realizada – no caso, falar em público – e imediatamente ligue isso a uma solução. Isso edifica uma base mental positiva, gerando o sentimento de habilidade para execução da tarefa. Ainda que o medo permaneça, a conscientização foca toda sua atenção no processo como um todo. Aqui, a máxima “cabeça vazia, oficina do diabo” se aplica perfeitamente: dar ao cérebro algo mais importante para se preocupar diminui a o estado de alerta de seu corpo, principal causador dos sintomas físicos do medo.

Uma das principais capacidades destrutivas do medo é a distorção da realidade. Desse modo, por se sentir inseguro, a pessoa começa a crer cegamente que esse sentimento de pavor não o deixará realizar de forma satisfatória a tarefa à qual está se dispondo. É aí que aparecem pensamentos contraproducentes como “se eu falhar, parecerei um idiota na frente de todo mundo e irão rir de mim”.

Esse é um exemplo típico. É bem verdade que perder a linha de raciocínio não é algo tão raro de acontecer, principalmente com pessoas que já possuem uma fobia de falar em público. No entanto, se isso acontecer, não é o fim do mundo! Ter consciência de que a pior das hipóteses não é tão ruim assim te dará calma para respirar, readquirir a concentração necessária e retomar a fala do ponto de onde parou.

Ter foco é a chave

Todo mundo sabe que ter foco é imprescindível para o sucesso de todos os tipos de tarefa. Parece bastante óbvio, mas, ainda assim, quase ninguém dá a isso o devido valor. É fundamental desenvolver a capacidade de foco dia após dia, treinando sua mente com afinco e persistência.

O estado de medo faz com que a mente foque sua atenção exatamente naquilo que parece assustador, como, por exemplo, as pernas tremendo, a face ruborizada, os olhares de julgamento dos interlocutores. Isso gera um autojulgamento destrutivo. Nesse ponto, é possível concluir que o objeto do nosso foco tende a se agigantar e, consequentemente, isso pode ser utilizado tanto para o bem quanto para o mal.

Desse modo, se, logo antes de falar em público, seu cérebro começar a voltar as atenções para os problemas potenciais de forma avulsa, focando em coisas que te deixam vulnerável, isso potencializará sua fobia e os reflexos dela em seu corpo.

Um excelente exercício para isso é concentrar-se no processo em si. Revise mentalmente tudo o que deseja falar, fazendo um esboço mental, relembrando itens essenciais, palavras-chave. Você deve controlar seu foco.

A seguir, visualize-se falando com uma oratória invejável, o público atento, suas expressões corporais transmitindo charme, confiança, segurança, de modo em que todo mundo perceba que você é bem sucedido.

Em um diálogo mental consigo mesmo, diga “meu medo não tem sentido, eu tenho consciência disso e irei executar tudo que quero, porque eu tenho plena consciência e domínio do conteúdo que desejo transmitir”.

Pessoas com medo tendem a esquecer de olhar para si mesmas e reconhecer seus pontos fortes.Isso faz com que cada atividade que pretendem realizar pareçam ser grandes desafios, risco imensos, trazendo para isso uma dificuldade desnecessária. Por isso, pare, respire e se reconheça seu próprio valor. Vislumbre sua vida como um todo e tome consciência de uma coisa: esses minutos em que você passará falando em público não trarão consequências permanentes para sua vida. Daqui a algum tempo, você nem lembrará de tudo isso.

Pessoas são só pessoas

Neste momento, o ponto fundamental é a relação que você estabelece consigo mesmo, com as outras pessoas e com o mundo como um todo. Ou seja, tem a ver com a sua percepção de que o mundo – e, consequentemente, seus interlocutores – é formado por pessoas como você, cheias de medos, traumas e sensibilidade.

Com isso em mente, tente desvencilhar-se da necessidade de agradar a todos. Aqui há um conflito permanente com o próprio ego, que se recusa a aceitar a ideia de rejeição. Preocupar-se com o que os outros pensarão de nós volta os nossos holofotes internos para os nossos medos, tornando-os gigantes inflamáveis.

Considerando que as principais formas de interação humana ocorrem por meio de linguagem (verbal ou não), o nosso ego e nossa autoestima ficam expostos todas as vezes em que temos que falar em público. É como se aquele mero momento fosse uma representação perfeita das nossas habilidade – e não é!

Controlar nosso estado de espírito é fundamental nos momentos de vulnerabilidade. O resultado de viver com nosso ego exposto é, inevitavelmente, acabar se frustrando constantemente por culpa de resultados desastrosos causado pelo medo.

Levando em consideração que pessoas são só pessoas, uma boa estratégia é desviar o foco de você mesmo e trazer os interlocutores para dentro da interação, criando com eles uma conexão. Faça-os identificar-se com você e com a mensagem que está sendo passada. Para isso, mostrar-se da forma mais natural possível é fundamental. É preciso que todos vejam de forma clara que você não está forçando parecer algo que não é.

O mito da perda de controle

No fundo, tudo gira em torno do medo de perder o controle. Isso gera medo, potencializa sua ansiedade e, naturalmente, traz sérias consequèncias que afetam os sintomas físicos indesejados de que tanto falamos.

Por isso, aprender a domar essa preocupação traz um domínio maior sobre o próprio medo de falar em público. Passo fundamental para isso é encontrar um método prático e eficaz e confiar que essa estratégia poderá ser aplicada por você para perder o medo de falar em público.

Além disso, ainda que seja altamente recomendável ensaiar uma conversa ou um discurso, é preciso preparar-se para seguir o fluxo do diálogo, de modo natural e contínuo, adaptando-se aos possíveis cenários que podem surgir no meio do caminho. É preciso parecer natural, aprender a confiar em si mesmo, a fim de transmitir segurança e confiabilidade ao interlocutor.

Aprender a controlar a ansiedade é um grande passo

O processo de conquistar independência e autonomia nas relações sociais passa invariavelmente pela capacidade de dar início e continuação a uma conversa com os mais diversos tipos de pessoas.

Desse modo, é fundamental dispor de alguns recursos que ajudam a manter uma linha de raciocínio, reduzindo ou eliminando as chances de divagações ou de conduzir a conversa a pontos desconfortáveis.

Nesse cenário, a ansiedade é um grande obstáculo para que você se sinta confiante e confortável em uma conversa. É aqui que a conversa de ocasião ganha relevo, possibilitando que você seja capaz de falar sobre um sem número de assuntos, às vezes de forma superficial – mas sem parecer raso – com pessoas de diversas tipos, inclusive com desconhecidos.

Para se dar bem em uma conversa de ocasião, mantendo-a estimulante e instigadora para todos envolvidos, é imprescindível controlar a ansiedade, a fim de evitar parecer indelicado ou inconveniente. Assim, afastar pensamentos negativos, contraproducentes, é essencial.

Ainda que de forma quase imperceptível ou inconsciente, essa negatividade, em regra, faz com o emissor se sinta mal, impedindo-o de ficar relaxado e calmo em um diálogo. É nesse cenário que a pessoa ansiosa começa a focar excessivamente em si mesma, aumentando drasticamente os efeitos que o medo de falar em público causa em seu corpo e em sua mente.

Então resta a pergunta: qual assunto pode ser tópico de uma conversa de ocasião com um desconhecido?

A resposta, por mais vaga que pareça, é “qualquer um”, desde que protegido por uma dose de bom senso. Assim, recomenda-se com afinco fugir de temas como política e religião e, em um ambiente de trabalho, certamente não se deve falar mal de sua rotina ou de seus superiores.

Assim, é possível falar sobre o tempo, as festas de fim de ano, algum acontecimento cultural, filhos, estudos ou mesmo sobre qualquer assunto cotidiano. Quando se alcança um nível mais aguçado de habilidade social, até uma xícara de café pode se tornar um tema duradouro para um diálogo fértil e fluido. Qualquer assunto pode ser interessante para ambos os lados, desde que você saiba como abordá-lo.

Como dar o primeiro passo

Uma boa técnica para introduzir um assunto é prestar bastante atenção no que a outra pessoa está falando e, então, encontrar uma ligação entre algo que ela tenha dito e o assunto que você deseja introduzir.

Para isso, a utilização de frases de transição é uma poderosa ferramenta, como “eu entendo perfeitamente o seu ponto de visto, inclusive isso me lembra uma situação em que…”.

Outra ideia é utilizar um gancho na fala da pessoa para guiá-la a determinado assunto com uma pergunta. Ao pedir uma opinião sobre certo tema, por exemplo, força-se a pessoa a parar e refletir sobre o tema, dando uma maior abertura para a conversa fluir.

Nesse ponto, um grande vilão para a pessoa que tem medo de falar em público é a inibição. Isso porque a grande maioria dos problemas se inicia na cabeça, principalmente quando se entra em um ciclo mental nocivo acerca do que a outra pessoa está pensando sobre nós.

Para evitar esses problemas, é necessário parar de ser tão autocrítico e focar em suas próprias habilidades. Tente o seguinte exercício:

  • Faça uma lista com tópicos simples de conversa.
  • Escreva uma frase que te passe uma sensação de segurança e tranquilidade
  • Pratique esses tópicos com pessoas próximas a você, com quem você se sinta muito confortável
  • Preste bastante atenção às reações da outra pessoa e, conforme a conversa vá se desenvolvendo, faça os ajustes cabíveis
  • Tente levar a conversa para outros temas, abordando-os de forma fluida e sutil, sem parecer forçado

O medo de falar em público não precisa ser um vilão em sua vida. Não estou dizendo que é fácil superá-lo, mas sim que há meios para isso. Com calma, dedicação, paciência e o método correto, você verá melhoras significativas em sua vida social.

Se você quer saber mais sobre o tema e começar a transformar a forma como você interage com as pessoas ao seu redor, acesse o nosso curso de oratória em http://www.guiadaoratoria.com e comece imediatamente a perder o medo de falar em público.